31.5.12

Censura no FACEBOOK

quinta-feira, 31 de maio de 2012
“Depois da intolerância do Google/Blogspot de deletar blogs, agora o Facebook bloqueia usuárias que mostraram seios na ‘Marcha das Vadias’. Todos os perfis das ‘vadias’ foram bloqueados.”
Por Elenilson Nascimento


Você sai de casa com um vestido curto e passam a mão na sua bunda. Você conta para um amigo que “naturalmente” diz: "Mas também, né, com uma roupa dessas". Como assim? Nunca aconteceu com você? Apostamos que sim. E é por isso que manifestações como a “Marcha das Vadias” é mais uma boa ideia de dizer que algo está errado na nossa hipócrita sociedade. Acabar com essa história de que mulher estuprada (*sim, isso é um assunto é seríssimo) provocou isso. E, claro, com essas historinhas mais simples que acontecem todos os dias. Com todo mundo.
Mas o que ainda me preocupa muito não é o incômodo que essas manifestações provocam nas pessoas, mas a maneira como alguns reagem. Na rede social, por exemplo, libera o que as pessoas têm de pior no ser humano. Esse ano participei de uma palestra num colégio particular de classe média. Um adolescente disse, ao microfone, que o Facebook deveria ser fechado para quem tivesse ensino superior e poder de compra. Resultado: quase fui vaiado pela plateia porque discordei solenemente do Pókemon. Ele me chamou de hipócrita e disse: “Você não quer conviver com a sua empregada nas redes sociais. Você não quer abrir o seu perfil e encontrar um cara pobre mostrando um monte de fotos de parentes igualmente feios na internet.”.


Sai daquele lugar horrorizado com tanta ignorância, pois muitos não percebem que não há dissociação entre as vidas on-line e off-line. As pessoas agem como se fossem duas, como se tivessem adquirido um manto virtual, além de que muitos deles ainda acham que podem falar o que quiserem.
Contudo, essa semana, depois da “Marcha das Vadias”, no último sábado, várias mulheres que publicaram fotos em que apareciam com os seios à mostra em prol do movimento tiveram suas contas bloqueadas pelo Facebook. A notícias foi divulgada em vários canais importantes de comunicação do Brasil, mostrando mais uma vez que não estamos preparados para respeitar a opinião dos outros.
Várias amigas que participaram da manifestação mandaram mensagens informando que tiveram seus perfis bloqueados e ficaram impossibilitadas de interagir na rede social temporariamente. Segundo elas, está sendo impossível entrar no Facebook e compartilhar qualquer tipo de conteúdo no site.
Entrei em contato com a administração do Face e fui informado que, segundo os padrões da comunidade da rede social: "O Facebook tem uma política rígida contra o compartilhamento de conteúdo pornográfico e impõe limitações à exibição de nudez". Ainda segundo a publicação, para a foto ter sido excluída – e a usuária, bloqueada-, pelo menos um usuário denunciou a publicação das fotos no site. Para definir o que pode ou não ser considerado pornográfico ou nudez, cada caso é avaliado separadamente. Só acho impossível o Face avaliar perfil por perfil para saber que vai ser bloqueado ou não.
Em suma, muitos dos preconceitos que aparecem na internet já fazem parte da nossa sociedade, mas eles se tornam mais explícitos na rede. A internet obriga o contato com quem é diferente, e isso faz com que as ideias entrem em choque. Pessoas de opiniões diferentes compartilham círculos em comum, e é por isso que as pessoas por não verem com quem estão interagindo tendem a ser mais agressivas. Isso pode ser muito conflituoso, mas ainda gera interação.
No caso das contas bloqueadas no Face, a rede social diz que "se você encontrar algo no Facebook que considerar uma violação aos nossos termos, informe-nos". Apesar do pedido, há a ressalva que "denunciar um conteúdo não garante que ele será removido do site". A “Marcha das Vadias” teve por objetivo chamar a atenção para os diversos tipos de violência sofridos pelas mulheres. Procurada novamente pelo LC, a empresa, dessa vez, não quis se pronunciar. A assessoria de imprensa disse que o Facebook não se manifesta sobre casos específicos. Tá bom! 
imagens: divulgação
Postado por Elenilson Nascimento às 14:18

25.5.12

É a mãe


“Em Brasília, 19 horas”; Contra a vontade da Jovem Pan, a Voz do Brasil está no ar a mais de 70 anos, sempre levando as informações dos Três Poderes. 
Hay dias que no se lo que me passa*... O meu jornal diz que a vereança fez muita reunião sem produzir.  De viva voz, um lá, alegou que fez mais de cem encontros na periferia, mas não encaminhou nenhum projeto de lei.
Nessas reuniões se busca seduzir, alienar e manter a base eleitoral do espertalhão. Enquanto isso a família inteira do tal desfruta do mandato, mandato esse que é uma mãe.
A festa consumista do dia das mães, um sucesso, já se foi. Os comerciantes exultaram o desempenho de seus caixas. O faturamento diário desta data se iguala ao do dia de natal.  As mães estão agradecidas, desde aquelas que receberam de seus filhos um Sonho de Valsa, até as que receberam uma cobertura em Ipanema, ou uma visita na prisão.
Quanto sacrifício dispendido por essas mulheres, heroínas, ao prepararem suas crias para o futuro. Do prezinho à Paulista, à Politécnica ou ao Mackenzie. Mas, como dizia a parteira: “Da barriga de mulher ninguém sabe o que pode sair”. É a mãe! Mães arrependidas.
Baco, educadíssimo, era primeiro sargento na Força Aérea. Quando ele se dirigia a um subordinado chamando-o, carinhosamente, de ‘meu filho’, os seus subalternos sabiam que o engajado conferiria má fama à mãe do inquirido. Mãe é mãe, mãe de tira ou de bandido, seja lá o que for, como for ou por que for. Pra muitos políticos, mãe aconteceu, daqui pra lá ou dela pra cá, a festa passou já podemos falar: Mãe pode ser até um mal necessário.
Aquela que formou um pimpolho delinquente, ao vê-lo pulando o muro do vizinho para roubar um galo, ficou feliz: “Esse está pronto para enfrentar a vida”, graças a Deus.
A mãe do engenheiro, orgulhosa, quando viu que o filhinho querido assumiria o cargo de secretário municipal, imaginou: “Agora sim, esse departamento vai funcionar direitinho!” Mas, o cara não pegou na coisa, o negócio dele era servir ao prefeito e não ao povo da cidade. Afogou-se, privatizou-se!
A pobre mulher abandonada pelo marido, batendo roupa para sobreviver. De repente, se prostitui.  É a mãe. Se ela tivesse descoberto essa especialidade há mais tempo estaria rica. Ligadona e saudável viveria na base da pílula com preservativo, certamente, não seria uma mãe de secretário de prefeito, puta da vida! Prostituta sim, mas respeitada.
O ladrão de galinhas e o secretário engenheiro, no mesmo galinheiro, são adeptos da ‘oração da propina’, todos os domingos às 7 horas da noite, agradecem ao golpe certeiro que rendeu ao grupo um saco de dinheiro. É tudo uma total insensatez*.
“Em Brasília, 19 horas”!
*Cotidiano 2 (Vinícius/Toquinho). 2246 – Foto: Käthe Kollwitz  http://www.artgallery.nsw.gov.au/media/collection_images/9/9351%23%23S.jpg
Ventura Picasso




22.3.12

Privatização de agua

Movimentos sociais contra privatização de água e saneamento

21 de março de 2012 às 23:55 Encontrei este artigo no Blog Viomundo do Luiz Carlos Azenha http://www.viomundo.com.br/

da FNU e Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, via site da CUT

O Dia 22 de março, Dia Mundial da Água, coloca para a sociedade brasileira a necessidade de se refletir sobre os desafios relacionados à água. E neste dia, a CUT, a FNU/CUT (Federação Nacional dos Urbanitários) e diversas entidades do movimento social, como MST e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), vão realizar atos políticos e mobilizações de rua para reafirmar a água como bem público e um direito humano.

O Brasil, apesar de concentrar cerca de 12% das reservas de água doce do planeta, convive com uma distribuição desigual. A maior quantidade de água está na região Norte do País, onde o número de habitantes é significativamente menor que na região Sudeste, onde a concentração populacional e muito maior.

A Região Metropolitana de São Paulo, onde vivem mais de 19 milhões de pessoas, enfrenta o que vem se convencionando chamar de estresse hídrico, obrigando a se buscar alternativas de abastecimento cada vez mais distantes, a custos elevados, para atender a demanda em médio prazo.

As águas dos principais rios estão comprometidas em razão da grande quantidade de esgotos depositados sem tratamento. Essa situação se repete em outros grandes centros urbanos brasileiros.

O País avançou nos últimos anos em relação à legislação e ao financiamento para o saneamento, porém, há muito a ser feito para garantir a universalização do acesso à água e ao saneamento em quantidade e qualidade adequadas para todos os brasileiros e brasileiras independente da sua capacidade de pagamento.

Somam-se a esses desafios o enfrentamento às investidas do setor privado para aumentar o controle da prestação dos serviços de água e saneamento no Brasil, que, aliás, vem ocorrendo também em outras partes do mundo.

Por outro lado, em diferentes partes do mundo, observa-se a resistência a essas investidas privatizantes. A cidade de Paris remunicipalizou os serviços de água e os italianos derrotaram, em recente referendo, a proposta de privatização de seu sistema de abastecimento e distribuição. Já Portugal se mobiliza para barrar a privatização através de um amplo movimento popular conduzido pelo movimento “Água é de Todos”.

No Brasil, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e a Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA), com apoio e participação de várias entidades da sociedade civil, lançaram, em novembro de 2011, uma campanha nacional contra as Parcerias Público Privadas – PPPs. A campanha é intitulada “Água Para o Brasil” e reúne um grande leque de entidades dos movimentos sociais, que neste 22 de março estarão nas ruas de todo o País, reafirmando a bandeira da água como bem público.

Lembramos, com destaque, o fato de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado em 2010 resolução que garante a Água e o Saneamento como direito humano fundamentais. Nesse caso, mesmo antes dos países garantirem em suas Constituições esse direito, os movimentos sociais internacionais estão iniciando outra batalha contra a intenção de países da União Europeia que objetivam alterar essa resolução que significou grande avanço na luta contra a privatização da água e do saneamento.

Mas ataques contra essa conquista foram demonstrados também no Fórum Mundial da Água ocorrido em Marselha, França, entre os dias 14 e 17 de março, pois a declaração final do encontro constituiu um retrocesso em relação à resolução da ONU. Esse evento, organizado pelas grandes multinacionais da água e pelo Banco Mundial, tem como principal objetivo ampliar a apropriação dos recursos hídricos do planeta, das mais variadas formas.

Por sua vez, o Fórum Mundial Alternativo da Água, também ocorrido em Marselha no mesmo período, reafirmou a necessidade de recuperar a água como fonte de vida e não de lucro e reforçou a importância das conquistas alcançadas nos últimos anos. Esse Fórum Alternativo foi organizado por movimentos sociais do mundo inteiro.

Por tudo isso, conclamamos a todos (as) a se envolver nas atividades e ações que tenham por objetivo a defesa do acesso à água e ao saneamento; a não privatização; a preservação dos mananciais; o consumo responsável da água e a gestão eficiente dos operadores de saneamento, sobretudo com a relação ao alto índice de perdas de água na operação dos serviços.

9.1.12

Será o Bonifácio (1/3

Marqueteiro tem a obrigação de ser otimista. O contrario dos economistas, que só prevê merda, desgraças, crises e não embocam uma. O marketing nos mostra, sem dores e rancores a felicidade, um céu de brigadeiro. A Daspu que já é uma ‘puta parada’, grife da ONG carioca Davida, que zela pelos direitos das prostitutas, inagurou a ‘Putique’. "Hoje em dia vestir Daspu virou 'Cult'. Vendemos para mulheres de classe média, profissionais liberais, que têm entre 26 e 45 anos", explica Flávio Lenz.

Isso sim é marketing. Quem quiser sair do cabaré, sai pela porta do “Beija na Rua”. A rádio Daspu deixa todo mundo bem informado, e nas pesquisas de opinião, está no cume da escala. Quem diria; isso tudo, na revista Rolling Stone, um luxo.

Na virada de ano, 2011/2012, recebi uma correspondência que me surpreendeu. Um envelope M5-23X16, na cor cerâmica ou telha, sei lá, mais caro que bonito. Antes de abrir imaginei uma mensagem natalina. Não foi entregue pelos meus amigos carteiros. Não havia estampilha postal, certamente, alguém da confiança, um comissionado cumprindo a ordem de entrega.

Tocando a campainha, chegou o alegre estafeta, batendo e cantando o funk da Daspu: “Uau! Uau! Oral, vaginal, anal!...”. A carta endereçada à minha pessoa; o remetente importantíssimo: Cido Sério – Prefeito de Araçatuba.
−Pra mim??
−Sim senhor, assina aqui.

O conteúdo muito fraco. Não era uma mensagem de Natal e Ano Novo, mas uma publicidade pobre, ruim. No cartão quando o publicitário, coitado, cita o nome de Deus, falando em sua ‘bondade infinita’, lembrei-me da piada pronta do Zé Simão; lembrei-me do Deus de João Alves o anão do orçamento. Tem hora pra tudo, não é mesmo? “Nada ocorre por acaso”, o “tudo de bom em 2012” na arvore de Natal embaçou a foto do prefeito, deixando-o mais ou menos, com cara de cipreste...

E ele por seu lado, não achou a chave pra fechar 2011. Tropeçou num problemão ao abrir 2012. Está sob uma suposta bronca do MP - Ministério Público, apresentada por um ‘cidadão’, contra a contratação de um ‘individuo’ suspeito de fraudar concurso público, conforme notícia da Folha da Região: “Aprovado em segundo lugar, servidor dirigia departamento que conduziu processo”; que barbada. Se a denuncia for verdadeira, o melhor caminho para nós eleitores é mudar de cidade para outro município moralmente mais arejado, com isso, nossa esperança média de vida, aumentaria.

Esse possível escândalo, o do concurso, recem inaugurado, havia sofrido no percurso um ajustamento com o MP por uma TAC – Termo de Ajustamento de Conduta. Na verdade para não deixar mais de oito mil ‘eleitores’, candidatos que disputaram as 262 vagas prometidas, na mão, a justiça deu uma mãozinha técnica para salvar os concursados. E aí, a justiça foi enganada, quem sabe? É mole?

Ventura Picasso – Blogueiro da Cia dos Blogueiros - 2389
Foto: CARTAZ_DASPU_CD.jpg – Hyper Text Transfer Protocol - Imagem JPEG – Daspu é uma puta Parada
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Será o Bonifácio (2/3)

Moro numa rua esquentada, lá onde o comissionado cantante entregou a tal missiva, isso mesmo esquentada. Qual não foi a minha surpresa quando apareceu a turma altamente terceirizada do asfalto jogando pixe pra todo lado; Não queria, mas acreditei que o recapeamento seria executado de cabo a rabo. Não foi. Asfaltar é bom negócio, o que tem de construtora nacional espalhando cascalho pelo mundo, é de tirar o turbante. Elas, as construtoras, atacam muito mais que as tropas da OTAN no Oriente Médio.

Por pura falta de sorte, uma dona moradora na minha rua, foi no jornal Folha da Região e deitou falação sobre a incompetência do governo, no trato da buraqueira que há. Os ‘técnicos’ do DAEA esburacaram, estruparam e surubaram a frente da casa da tal. Por coincidência, no dia em que a ‘terceirizada que mela o chão de preto’ chegou ao pé da rua, na esquina da São Paulo com José Bonifácio, o bicho pegou: A bronca da dona que não conheço, estava estampada em Opinião! Na página dois da Folha!

Não sei quem é essa tal. Não conheço, nunca vi, mas sem querer defender o lado feminino e respeitando a marca do perfume, a dona estava cheia de razão. Não sei se é ‘bonita e gostosa’, se jovem ou coroa só sei que queimou o filme. Os caras que lambusam o chão da calçada alheia, quando leram o drops na coluna, deram um tempo, avisaram o secretário aquele que não lê a Folha da Região e pergutaram: “o que fazer”? O japones foi curto: ”Pula essa quadra deixa a buracada que a dona acaba acostumando”.

Os tripulantes daquelas geringonças acharam bom: Uma quadra a menos. O chefe ficou feliz: “Essa já está na conta, o pixe é meu, morreu”. O motorista do basculante melecado, com cara de cifrão pensou: ”Se ela me desse uma grana, comia e asfaltava”.

A minha quadra, entre as ruas Mato Grosso e a Rio de Janeiro, na papelada burocrática, já acompanhava a ordem de serviço um chorão amarelo grampeado: “Prestenção, pula essa quadra”!

O time parou. Formou-se uma barricada!

A moçada mal tratada, um pelotão de trabalhadores perdidos no pixe monta um cenario de batalha perdida. Parados na esquina assombram as dozelas da José Bonifácio. Essa tarefa poderia ser executada de forma mais humana. O homem do pixe, do carrinho de mão, da máquina e dos basculantes todos pixados, um dó à espera da ordem, e do que fazer, pelo celular do chefe. O sol a 35°.

O chefe e diretor de palco, bem vestido, num automóvel Renault com ar condicionado, explica os detalhes do ‘pula pula mais uma’. O secretário, ao tomar conhecimento do fato, aos gritos ordena: ”Saiam já dessa maldita rua, imediatamente, e não voltem lá nunca mais, pô!”. Marchando em fila indiana, marcando o passo ao som da lata de pixe, bateram em retirada, cantando ‘La Cucaracha’.

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Será o Bonifácio (3/3)

É uma rua esquentada. Há poucos dias em cada esquina havia duas placas de pare, uma a trinta centrimetros da outra. Será o Bonifácio? È aquela rua que quando você pensa que vai ela volta. É a rua que mais muda de direção na cidade, o esculacho do planejamento administrativo municipal, no meio de uma rua tri legal! Descendo em direção à Zona Leste, você leva um panetone eleitoral do prof. Cláudio.

No Natal ganhei um vizinho novo, no pacote dos cacarecos, vinha um cão de guarda. O cachorro, um cachorão, é pior que alarme em dia de trovoada, dispara por nada; O canino que não sei o nome começa a latir a meia noite e termina as seis, incluindo sabados, domingos e feriados, bem na hora do meu colírio.
Vou convidar Chen Zhizhao, o chines ‘10’ do Corinthians, pra fazer churrasquinho desse pitbull barulhento.

É claro, caiu nas pesquisas. Queria o quê? Negando ostensivamente as tradições do PT, o prefeito com tiques demista e privatista, está a fim de despachar os comunicadores da prefeitura. A culpa, da queda no rank, é toda deles. O marqueteiro improvisou; sifu! O prefeito é a autoridade máxica do municipio e manda; Manda quem pode e o resto...

Eita nóis heim vó!

“A Daspu é fenômeno cultural”.

Por aqui, o fenômeno cultural, são as emendas parlamentares, encaminhadas por deputados desconhecidos; O turismo social nas madrugadas da Marcilio, as professorinhas de Campinas lecionam nas calçadas, promovendo uma oportunidade igualitária a todos!

A Daspu cresce nas pesquisas a cada dia que passa. Lá o marketing fala a verdade. Coisas de putas e não de políticos. A publicidade garante que a ‘Daspu é uma puta parada!’ E é! As mulheres dos 26 aos 45 podem vestir essa marca que pega bem. As clientes acreditam e o retorno é garantido. O que basta para fazer sucesso? A verdade a cantada e nada mais.

Sawabona Cumprimento usado na África do Sul, quer dizer: "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim"!Em resposta, as pessoas dizem Shikoba, que significa: "Então eu existo para você"! (http://guebala.blogspot.com/)

Ventura Picasso – Cia dos Blogueiros – 1716
Foto: http://www.folhadaregiao.com.br/imagens/FOTO2-290600-2011-12-30-08:20.jpg
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2.1.12

Velhaco

Um dia eu vou dar pra você

Retornando ao flat de uma viagem demorada para sua alegria lá estava ela, como de costume à sua espera, na porta do apartamento que era exatamente em frente ao dele. O encontro ocasional, uma rotina muito aguardada e agradável para ambos, saciando um misto de saudades e de falta, a inocência do sentimento puro que existe entre eles, mesmo não sendo irmãos.

Surpreendida pela chegada do amigo e visivelmente constrangida, ruborizada cumprimentou-o com um simples aceno saindo rapidamente, fechando a porta da saleta atrás de si, dirigindo-se à área de serviço. Desta vez ele ficou sem o beijo na bochecha estalado alegre e costumeiro, levando apenas um selinho básico.

Amanheceu; Ela surge cabisbaixa, muito triste e antes do bom dia, mais uma vez, Margot ameaçou: “Um dia eu vou dar pra você”. Como sempre, disfarçadamente, ela procura os olhos de Henri, e percebe que ele, corado a encara. Trazendo um corte na testa sutilmente encoberto por alguns fios de cabelos descoloridos ou mal tingidos que já foram negros ou ruivos, e nos olhos as marcas de uma noite mal dormida. Mais uma, ela finge que nada aconteceu.

Sempre que era agredida, se por acaso ficassem marcas visíveis pelo corpo ou mesmo no rosto, a vergonha e o ódio ardendo em suas entranhas, não saia de casa e não trabalhava enquanto as marcas estivessem aparentes.

O amor é um sentimento mal explicado. Margot adora o marido. Perdoa-lhe todos os erros ou pecados. “É tudo culpa da bebida; ele, quando sóbrio, é um marido exemplar”, diz ela frequentemente.

Henri pensava: “Quem sou eu para entender os sentimentos femininos”? Ele não decifrava o sentimento entre ambos, marido e mulher de um lado, ele do outro entrando nessa história, como o terceiro elemento, a vértice do triângulo até agora imaginário. O amor passional invadiu a amizade? Estaria ele enganado quanto aos sentimentos de Margot? E se estivesse?

Porém, existem tantos mistérios nesta terra que qualquer palavra ou detalhe pode modificar a história dessas vidas. Somos imperfeitos. Lá pelas tantas, a força de uma personalidade firme, o caráter cobrando, exigindo a verdade, alguém explode de emoção e abre o jogo.

A música, Stand by Me – Playing For Change – Song Around the World, tocava a todo volume, quando ela apareceu. Seu andar, ritmado acompanhava a marcação que John Lennon nos doou. Foi assim que pela primeira vez Henri a viu: Micro saia solta sobre os quadris, cabelos alinhados, maquiada e vestindo uma camiseta branca de tecido levíssimo e quase transparente, altiva e segura chegou, e chegando se apresentou: “Margot, moro em frente”. Risonha, irreverente e sensual; Girou na ponta dos pés, e sumiu no corredor, deixando atrás de si o odor delicioso de Hugo Deep Red.

Desta vez a briga foi feia. Passado meia hora, aproximando-se de Henri, assentou ao chão do quarto, segurando a cabeça com as duas mãos, os cotovelos apoiados nos joelhos deixando parte das cochas à mostra. Em choro compulsivo, balbuciava algumas palavras entre gemidos e soluços. Para ele, naquele instante, ela estava mais linda, muito mais – talvez sentindo pena – embaraçou-se.

Na contradição de uma forte personalidade, agora fragilizada, se sente impotente frente a esse destino. Fiel ao marido, não suportava a infidelidade. Sentia-se enganada, apesar de experiente e cuidadosa em suas escolhas, por um autêntico gigolô e gritava: “Filho da puta, velhaco, que nojo”!

Procurando confortá-la, Henry afagando delicadamente seus cabelos, deixa fluir as lágrimas da amiga. Ele percebeu que algo muito sério acontecera. Sempre que chegava ela corria e jogava-se na cama e contava-lhe todas as novidades. Agora, pela primeira vez, Henri sentiu que ela estava batida, derrotada. A chuva fria decorava o cenário aumentando a aflição e o inconformismo por ser obrigada a suportar e aceitar a traição. A chegada do vizinho confidente, a salvação o desabafo.

Foi uma noite louca. Vicente chegou ao amanhecer bêbado, trazendo numa sacola sua camisa e sapatos juntamente com alguns trajes femininos. As roupas de algum travesti fediam lixo, esgoto. Questionado pela esposa respondeu com um soco fortíssimo no rosto e avançou empunhando uma faca da cozinha. Graças à sua destreza, escapou das garras maldosas do marido, sem antes ser atingida de raspão com a ponta da lâmina que correu sobre sua testa.

No dia seguinte, ao amanhecer, acordando o marido o avisou que estava a caminho da delegacia de polícia, para relatar os acontecimentos. Se você ainda estiver aqui quando eu voltar, chamo os guardas para tratar da sua valentia. Pegue o que te pertence e suma!

A delegada fez o boletim de ocorrência e recomendou que Margot, baseada nos fatos imediatos e em outras denúncias, encaminhasse o pedido de divorcio. Após intimação policial, Vicente compareceu ao distrito para prestar esclarecimentos. Confirmou tudo o que falou Margot, assinou o depoimento, apenas mais um, e se foi.

Passados cinco dias, pelo telefone, Vicente marca um encontro com Margot. Receosa, ela sugeriu que poderia encontrar-se com ele na casa de sua mãe. Ele aceitou.

Na hora marcada, o valentão, chegou mansinho na casa da sogra. Mal ajambrado, as roupas marcadas pelo uso de vários dias, deu de cara com a casa cheia de gente. Lá estavam, não só a mãe de Margot, mas os cinco irmãos, vários sobrinhos e sobrinhas, e dois tios irmãos de sua mãe.
Surpreendido pelo coletivo que o conhecia muito bem, Vicente de joelhos, pediu perdão por seus erros, segundo ele fomentado pela bebida: “Quando bebo não sei o que faço”! E entregou-se num choro infantil que emocionou Margot e a plateia presente.

Um único sentimento permeou o ambiente e em coro recitaram: “Coitado”! Acolhido pela família, Vicente volta ao lar. Todos concordaram em, sem rancores, botar uma pedra sobre o passado. Mas, a pedra estreita não cobriu o nojo...

Na delegacia, Margot se explicou à delegada, desculpando-se e dizendo que estava tudo bem e que houvera um desentendimento lamentável provocado pelo álcool. A delegada por sua vez, ainda alertou-a: “Minha querida livre-se desse marido antes que ele a mate”. A queixa foi retirada.

A semana voou e Henri retornando na madrugada de 24 de agosto, vindo de Paris, ao abrir a porta do apartamento, deixou cair uma garrafa de Moet Chandon Chill Box explodindo no chão de mármore acordando a vizinhança impiedosamente. Recolheu os cacos, e foi para o chuveiro.

Enxugando o rosto entrando no quarto depara-se com um cenário de sonho: Margot sobre a cama a postura quase verdadeira de meditação yoga, os olhos fechados, a meia luz do abajur no canto sombrio do quarto, deixou Henri estático. Uma verdadeira miragem surreal... Desta vez nua! Inteiramente nua!
− O que está fazendo? Perguntou ele.
Abrindo os olhos:
− Vim pagar a promessa...
− Que promessa mulher?
− Um dia eu vou dar pra você; Lembra?
− Sim...
− Ele me estragou, Henri; Preciso de outro homem quero me dividir!
−Vem!...

5786 – Ventura Picasso – Cia dos Blogueiros
Foto: Claudio Aun - um-brinde-ao-amor.jpg - HyperText Transfer Protocol - http://2.bp.blogspot.com/qajp3kZkNz0/TeZHiZRgWI/AAAAAAAAAG8/P8TZ0fPfDEA/s1600/um-brinde-ao-amor.jpg

20.12.11

Fechado pra balanço




...”De hoje em diante só vou escrever sobre erotismo político”...

A igreja de Santa Maria, como de costume, sempre cheia. Um domingo na missa das dez, o celebrante saudava os fieis, quando de repente, ouve um toc toc, toc toc som inconfundível de sandália Armani Jeans 36 com 12 cm de salto entrando pelo corredor central. Vestindo um chemisier azul real com uma flor negra abaixo da gola à esquerda, exalando Chanel nº5, vem chegando lentamente, à procura de um lugar entre os fieis causando uma verdadeira estupefação entre os presentes.

Por cima dos óculos, o cura, pode ver e acompanhar um desfile de elegância inigualável. O ritmo do andar da ex-deputada, hoje candidata a prefeita de Monza, a ilustre Cicciolina, encanta a comunidade. Num lapso de tempo, um flashback de doces recordações, reconhece a inesquecível ex-atriz pornô.

O pároco retirou as lentes, abriu um sorriso sincero despertando a curiosidade de todos na igreja. Os olhos do sacristão estavam em festa! O órgão solava Jesus Alegria dos Homens - Bach – parou. O experiente coroinha, para quebrar a pausa e chamar de volta à assembleia sagrada o velho pastor e sua equipe, brandiu o carrilhão.

Eleita em 1979 pelo ecológico Partido do Sol, cumprindo suas promessas de campanha, deixou muitas saudades aos seus eleitores. Entendemos que Cicciolina representava dignamente uma minoria formada por artistas de cinema pornô, e não um bando de pervertidos.

Aqueles falsos moralistas que enganam os eleitores, que prometem uma administração exemplar, conforme as tradições do partido a que pertence, mas ao assumir o governo já mais manso, adere ao “jeito demista de governar”, prostituindo-se ruma ao inferno e privatiza. Daqui a alguns anos, a sociedade não se lembrará dos políticos que passaram por Araçatuba (2008-2011).

Lendo o artigo em 9/08/2011, “Os partidos e seus umbigos”, o jornalista José Marcos Taveira, da Folha da Região, informa e não denuncia, é claro, mas cobra a falta de compromisso, a omissão social, dos partidos políticos.

Taveira nos explica como deveria ser a política em nossa cidade. Isto me leva a Maquiavel (1469-1527), que nos ensinou, ao escrever sobre Estado e Governo, a entender a política como ela é. Seus textos naquele tempo denunciavam o que os déspotas escondiam. Vejamos como nos explica o filosofo de Florença: “Nota-se que os homens são aliciados, ou aniquilados”. Esse é, possivelmente, o filme preferido da bancada governista?

Fundador do pensamento político moderno, Maquiavel, não relatou em seus escritos os cargos comissionados, a terceirização de mão de obra, privatizações, espaços rotativos para estacionamento de veículos, ong, oscip, abong etc. Se nem ele detectou as mutretas políticas da “Velha Senhora”, fechei pra balanço; Escrever e informar, o quê e a quem, nessa conjuntura? Vai daí que a Rita não aceita a minha parada, minha autopunição meu stop-go. Fartei-me!

Não é a Rita do Chico é a Rita Lavoyer, exigindo a fórceps os ‘meus assuntos’ que já cansaram os leitores, mas ela não. Ela quer mais!

Quem se interessa ou acredita por “compromisso com as pessoas, as coisas e os lugares”? É meu direito não querer escrever mais sobre política. Pode crer quem quiser, de hoje em diante só vou escrever sobre erotismo político. O orçamento para 2012 é um gozo, não no sentido erótico, mas no sentido reto, um berço de gozações. Chega de corrupção, o povo merece respeito; ‘Araçatuba para todos’ nunca foi levada a sério!

Entre o espaço de duas placas de pare, nos falta a dignidade de uma Cicciolina!

Reabriremos em janeiro de 2012.

Picasso - Cia dos Blogueiros

Foto: Picasso

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